E quanto mais gente ao redor mais só me sinto
Não por ser uma negação social
Mas por não estarmos no mesmo recinto
E me sinto assim
Como se tudo não tivesse valor
Mas na real tem, o que não sinto é ardor
E a dor da saudade deixo rolar na canção
Mas o que rola pela face é essa maldita insatisfação
Solidão… Faz morada em minha vida
Não por completo
Mas completa o que antes tinha cor com cinza
Maldita distancia, afago em bebida
Destilado não cura, mas as vezes ameniza
Trilhas, são tantas que cortam o caminho
Mas ai de relance lembro do teu sorriso
Solidão, prefiro tê-la ao meu lado
Do que certos desejos de seres indesejados
E te espero na hora marcada
Porque até seu atraso é inspiração pra enfeitar folhas com palavras
Do amante pra amada, título de poesia
Infelizmente não sou poeta só escrevo rimas e brisas
Num canto da zona sul, numa casa qualquer cheia de rachaduras
De forma bruta amor expresso
Contra o concreto, essa flor é tua…

- sobre o que não deve ter títulos.

No parque da cidade

Na quebrada não tem parques como os dos bairros do centro
Nem mulheres tão belas como as que vejo passar
Mas o amor que preenche por dentro
Esse há em qualquer lugar

Embriagado de felicidade
Parado, observando a paisagem
Sem margem, sem brilho
Como brancas nuvens em passagem

Uma imagem na cabeça, uma maldita certeza
E o vento por entre os cabelos fazem o mesmo movimento
Das folhas das árvores
Com clareza, o relógio afirma estar tarde

Olho para meu povo e vejo incerteza
Olho pro rico vazio e só vejo nobreza
Sozinho, por um mundo incerto
Entre a luxuria e o super ego

Todo esse brilho, todo esplendor
Pobres e ricos compartilham o mesmo ardor
Encostado em uma árvore de lugar nenhum
Tenho um maço de cigarros, mas só fumo um.

A bagagem eram meus bolsos
Voltei com mais do que carreguei
No metrô apertado de rostos
O que será que deixei?

Na linha que transporta cansaço
Fiz diferença com sorriso na cara
Contigo o tempo é tão pouco
Sem ti o mesmo não passa

A pior parte é a volta pra casa: distância
Próxima estação: saudade
Dos fones ecoa a boca que canta
E a cada ponto mais pesa a bagagem…

flowerssinyourhair

nota n. 11

flowerssinyourhair:

As pessoas passam na rua com a cabeça enfurnada em seus ideais. Ninguém percebeu que o sol não saiu, que o vento é outro e que eu perdi um brinco da orelha. O cara que caminha ao meu lado está cego e logo um marasmo de tédio vai o atropelar.

Todo mundo grita agora.

As esperanças mancham o chão, tanta coisa não foi feita. Mas o peito ainda bate apertado dentro da prisão em que foi posto.

Pior que morrer é continuar lúcido.

Caminhando entre calçadas esburacadas

E muros descascados pelo tempo

Tinta sobre tinta, você torna tudo ameno

Quem passava lia, quantos devem estar lendo?

Mas na real só nós sabemos o sentimento deste momento

Andei além da quebrada a procura dos melhores lugares

Que alcance corações, não somente os olhares

Pouco a pouco vai brotar do concreto

Como uma linda flor brota ao seu tempo

Esse amor que transborda de todas as formas

Pois já não cabe mais aqui dentro.

poesia-vinho-e-flores
poesia-vinho-e-flores:

Na praça
O sarau
Um encontro
Te vejo
Dentro do meu extremo
Parece tão perto
E é tão forte
Cada extremidade do corpo
Treme
De felicidade
Sem leste
Sul ou norte
Distância nenhuma pode
As lembranças não se apagam
Em imagens na minha mente
Teus toques que ainda afagam 
sou saudade simplesmente 

poesia-vinho-e-flores:

Na praça

O sarau

Um encontro

Te vejo

Dentro do meu extremo

Parece tão perto

E é tão forte

Cada extremidade do corpo

Treme

De felicidade

Sem leste

Sul ou norte

Distância nenhuma pode

As lembranças não se apagam

Em imagens na minha mente

Teus toques que ainda afagam 

sou saudade simplesmente